terça-feira, 22 de maio de 2012

Canção do Fim

Descansar...
Na escuridão
Fazer o sol do tempo cair
No crepúsculo da solidão
Do beco dessa dor
A aurora do meu coração
Há de reluzir

No emudecer da madrugada
A saudade adormece o teu partir
E o galo alvorece um novo ardor
Hei de despertar do adormecer
Moço e sem ti

Pra quê desviar vento do rosto?
Juntos fomos tanto, não há farsa!
Para quê tocar tolo desgosto?
São nos feito laços, não amarras!

Deixar correr cansa o amor
Vai como pena breve
Eu  toco os vestígios teus em mim
Dançar a perda engana o choro
No coro das lembranças
Canção do fim
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Luis Kiari / Caio Sóh

sexta-feira, 27 de abril de 2012

Re-ternos

Não nos é permitido de tudo lembrar,
pois não haveria um só momento para re-cordarmos...
é nos dado sabia-mente, momentos únicos para re-vivermos.

terça-feira, 24 de abril de 2012

Fotografia

Luz, porque te vejo luz
Pelas coisas mais puras, Luz
O andar de tuas ações diz
No querer, de tanto querer, faz
Do meu tempo o teu templo, Luz
Onde habitas e me curas, jaz
Homem cheio de amores vis
Eu me deixo nos teus braços, Luz
E acredito ser bem mais feliz.


segunda-feira, 16 de abril de 2012

Às seis

Quase que eu quis
Que nós se desatassem
Que nós nos descobríssemos
Que então...
Enfim
embora nós agora em dois, nenhum

Sobre o meu destino eu sei?
Sobre o seu e o meu o céu?
Sobretudo o nosso chão!

Será, talvez,
Que ao invés de outrora,
a nossa vez, é a vez da hora?
Amanhã, te encontro no café às seis

Quase que eu quis
Que nós se reatassem
Que nos redescobríssemos
E então...
Enfim
embora nós em um, estou em dois

Sobre o meu destino, o caos!
Sobre o seu e o meu, às seis!
Sobretudo a nossa paz?

Será, que ao invés do agora,
outra hora é nossa vez?
Desfaço as malas amanhã.
Te encontro no café...talvez!
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Luis Kiari, Gabriel Garcia e Dudu Valle

sexta-feira, 6 de abril de 2012

Pro-cura

Quando tudo parecer grande, feche os olhos,
olhe para o universo e veja como tudo é pequeno
para fora de nós, com os olhos da pro-cura.

terça-feira, 20 de março de 2012

Off line

Às vezes o que me entra pelos sentidos, confunde minhas ideias, não o que sou.
Luzes distorcidas, espelhos narcisistas, cheiros e cheiros.
Não consigo me conectar com a luz, não consigo me banhar no rio, não consigo sentir o cheiro de chão.
É como uma noite mal dormida, quando os sonhos se confundem com a realidade e não se sabe se realmente está acordado ou se dorme.
É como se olhasse o mar e não sentisse sua complexidade, sua profundidade.
É como se olhasse o mar e ficasse vendo as nuvens.


quarta-feira, 14 de março de 2012

Gaiola

A POESIA é como a passarinha,
se mantém presa a nós,
por livre e espontânea liberdade!


terça-feira, 28 de fevereiro de 2012

O risco do viver

Os nossos pés estão sobre os nossos próprios jugos.
Você caminha, pisando sobre uma terra movediça. Ao mesmo tempo que traz um chão, não te deixa segura se poderá permanecer ali, e tateia em circulo, atrás de uma realidade sólida. 
Os meus, são pés de Dédalo, que me permitem o risco de vivero mais bonito da vida.
Corre o risco de perder o chão e ganhar o infinito de nós?
O risco de voarmos tão alto, a ponto de nos aproximarmos, por demais, do sol!?
E se as asas de cera derreterem e cairmos daquela altura, qual o problema!?
A vida já é mesmo uma queda que atravessa!
Pelo menos sentiremos o vento no rosto e experimentaremos o observar o mundo a dois, de um prisma que só os que se acreditam juntos, podem ver.


quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012

O papel


Pensar é um propor-se em branco.

domingo, 12 de fevereiro de 2012

O silêncio que não se houve

Ah, se o peito falasse a voz que os ouvidos reconhecem.
É que meu peito pulsa saudade e isso não é pouco, isso é imenso.
Quem encontra um amor, o qual o coração troque um tum por outro tum,
descobre a frequência do ser e quem está em volta, talvez nem desconfie
da grande ciranda orquestrada das nossas batidas incessantes, incansáveis,
pois é no silêncio dos olhos que gritamos o nosso GRANDE ENCONTRO.

terça-feira, 7 de fevereiro de 2012

2ª Entrevista

na Radio Campina FM 
1 de fevereiro de 2012 por Fabio Dantas
(clique no link e ouça completa)

sábado, 4 de fevereiro de 2012

As paixões



A vida tem seus leva e traz, como ondas, às vezes vem como se fosse uma ressaca, deixa tudo remexido, mas quando se vai, a areia a beira do ser está lisa, sem marcas, um tapete, para escrevermos novos quereres.


segunda-feira, 23 de janeiro de 2012

Entrevista Rádio Campina FM

Entrevista Rádio Campina FM
19 de janeiro de 2012 por Tatiana Salles
(clique no link e ouça)

terça-feira, 17 de janeiro de 2012

Pra recordar

Amo você, com toda seriedade e serenidade do meu peito. Um amor que não cobra o futuro, pois vive cada segundo no durante; um amor que não sabe o lugar que ocupa, por não medir-se tamanho; um amor que é de graça, que foi comprado a brandas palavras e doces olhares; um amor cúmplice, comparsa, culpado de ser, e é...um amor, amor, como deve ser.

domingo, 15 de janeiro de 2012

Ou-vida

Não há PALAVRA que atravesse a barreira do EXISTIR,
sem um OUVIDO que lhe dê a VIDA.